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Marcio Pires

Jornalismo, Análise Política e Opinião

marciopires.com.br

Desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados no 2º trimestre

Desemprego fica em 5,4% no Brasil no 2º trimestre de 2026 e abaixo da média em 11 estados; Santa Catarina teve a menor taxa, de 2,1%.
Mapa abstrato do Brasil destaca regiões onde o desemprego fica abaixo média, com pessoas empregadas e paisagens produtivas.

O desemprego ficou abaixo da média nacional em 11 das 27 unidades da federação no segundo trimestre de 2026. Em cinco estados, a taxa ficou abaixo de 3%, com destaque para Santa Catarina, que registrou o menor índice do país, de 2,1%.

Mato Grosso, com 2,2%, Espírito Santo, com 2,3%, Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%, completam o grupo de estados com as menores taxas de desocupação no período. A média brasileira foi de 5,4%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na manhã desta sexta-feira (14). O levantamento mostra ainda que a taxa nacional recuou em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre.

Veja os estados com desemprego abaixo da média

Além dos cinco estados com índices inferiores a 3%, outras seis unidades da federação terminaram o segundo trimestre com taxas abaixo da média nacional. O Paraná registrou 3,1%; Minas Gerais, 3,8%; Goiás, 4%; Tocantins, 4,1%; Rio Grande do Sul, 4,2%; e Roraima, 5%.

Na sequência da lista nacional aparecem Paraíba e São Paulo, ambos com 5,4%, exatamente a média do país. O Rio Grande do Norte teve taxa de 5,6%, seguido por Maranhão, com 6%; Pará, com 6,2%; Distrito Federal, com 6,5%; Acre e Ceará, com 6,6% cada; Rio de Janeiro, com 7,1%; e Amazonas, com 7,5%.

As maiores taxas foram observadas em Alagoas e Sergipe, com 7,9% cada; Piauí e Pernambuco, com 8,3% cada; Bahia, com 9,1%; e Amapá, que registrou 9,8%.

Diferenças entre as regiões

Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, as diferenças entre os estados estão relacionadas aos níveis de industrialização, à evolução da atividade econômica e ao grau de instrução da população.

O analista afirmou que Santa Catarina e a região Sul, de modo geral, apresentam níveis mais fortes do que os estados do Norte e do Nordeste. A comparação entre as taxas mostra uma diferença de 7,7 pontos percentuais entre Santa Catarina, com 2,1%, e o Amapá, com 9,8%.

Na comparação com o primeiro trimestre, o desemprego caiu em 13 unidades da federação. As maiores reduções foram observadas no Rio Grande do Norte, com queda de 1,9 ponto percentual; na Paraíba e no Acre, ambos com recuo de 1,6 ponto; e em Tocantins, com diminuição de 1,5 ponto.

Também houve redução em Alagoas, de 1,3 ponto percentual; Minas Gerais, de 1,2 ponto; Mato Grosso do Sul, de 1,1 ponto; Goiás e Rondônia, de 1 ponto cada; Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso, de 0,9 ponto cada; e Santa Catarina, de 0,6 ponto percentual. As demais unidades da federação ficaram estáveis.

Como funciona a pesquisa do IBGE

A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais. O levantamento considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividade por conta própria.

Pelos critérios do IBGE, é classificada como desocupada a pessoa que não estava trabalhando e havia procurado uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. A coleta é realizada em 211 mil domicílios de todos os estados e do Distrito Federal.

O levantamento também apontou redução no chamado desemprego longo, que reúne as pessoas em busca de trabalho há dois anos ou mais. No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente da série histórica iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, houve queda de 15,6%.

Desemprego é maior entre mulheres, pretos e pardos

Os resultados do segundo trimestre também revelaram diferenças na taxa de desocupação por sexo e cor. Entre os homens, o índice foi de 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%, acima dos 5,4% registrados para o país.

Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas e de 6,1% entre pessoas pardas. Nos dois grupos, o índice ficou acima da média nacional. Entre pessoas brancas, a taxa foi de 4,2%.

O IBGE não utiliza o termo negro na divulgação da pesquisa. De acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.