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Marcio Pires

Jornalismo, Análise Política e Opinião

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Brasileiros ainda têm R$ 5,12 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições

Ainda há R$ 5,12 bilhões esquecidos em bancos e instituições financeiras. Saiba como consultar e solicitar a devolução pelo SVR.
Ilustração de dinheiro esquecido em bancos saindo de uma gaveta financeira, com moedas, cartões e cofres.

Brasileiros e empresas ainda têm R$ 5,12 bilhões esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Do total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está associado a 2 milhões de pessoas jurídicas.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (11), com base nas informações do Sistema Valores a Receber, conhecido pela sigla SVR. O serviço permite consultar e solicitar a devolução de recursos que não foram procurados pelos clientes.

Desde o início do sistema, estavam disponíveis mais de R$ 20,93 bilhões. Desse montante, R$ 15,81 bilhões já foram sacados, segundo o Banco Central. A consulta pode ser feita por pessoas físicas, empresas e também em nome de pessoas mortas.

Saques somaram R$ 340 milhões em junho

Em junho, os brasileiros retiraram R$ 340 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro. O resultado ficou abaixo dos R$ 427 milhões sacados em maio e dos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

Entre os valores que já foram devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Os números mostram que o dinheiro disponível nem sempre representa quantias elevadas individualmente. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, o valor esquecido é de até R$ 10. Esse grupo corresponde a aproximadamente 70% do total de beneficiários.

Outros 4,96 milhões de usuários têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100, faixa que representa 18,73% do total. Já as quantias acima de R$ 100 foram esquecidas por cerca de 3 milhões de brasileiros, aproximadamente 11% do total.

O que pode estar disponível para resgate

Os recursos identificados pelo Sistema Valores a Receber podem ter diferentes origens. Entre elas estão contas-correntes ou poupanças encerradas, além de cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito.

Também podem aparecer no sistema recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados, tarifas cobradas indevidamente e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas de forma indevida.

O SVR ainda reúne valores vinculados a contas de pagamento pré-pagas ou pós-pagas encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras que foram encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Como consultar os valores esquecidos

A consulta inicial pode ser feita sem login. O cidadão deve informar o CPF e a data de nascimento. Para empresas, são exigidos o CNPJ e a data de abertura, inclusive quando a pessoa jurídica já foi fechada.

Se houver algum valor disponível, o acesso ao sistema para solicitar o resgate exige uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, além da verificação em duas etapas.

O dinheiro pode ser recuperado por meio de solicitação direta à instituição responsável ou pelo próprio Sistema Valores a Receber. A escolha depende das opções disponíveis para cada recurso identificado na consulta.

Valores pertencem a pessoas e empresas

O levantamento do Banco Central separa os recursos ainda não resgatados entre pessoas físicas e jurídicas. A maior parcela está associada a indivíduos, com R$ 3,76 bilhões distribuídos entre cerca de 22,66 milhões de pessoas.

As empresas concentram R$ 1,35 bilhão, relacionado a aproximadamente 2 milhões de pessoas jurídicas. O sistema permite que representantes consultem valores vinculados a empresas abertas ou encerradas, desde que sejam informados os dados solicitados.

Com o saldo ainda superior a R$ 5 bilhões, o Banco Central mantém no SVR a possibilidade de localizar recursos que permaneceram em instituições financeiras sem que os titulares os procurassem. A consulta é gratuita e pode indicar valores provenientes de diferentes tipos de contas, operações e contratos encerrados.