Poço de gás foi encontrado em área de águas profundas na Colômbia
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) a descoberta de gás no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, na Bacia de Guajira, na margem equatorial da Colômbia. A área é considerada de grande potencial para a exploração offshore.
O poço fica a 42 quilômetros da costa colombiana, em uma lâmina d’água de 1.251 metros. A localização está a 70,7 quilômetros da cidade de Santa Marta e próxima de outros poços em que a companhia já havia identificado reservatórios com potencial.
Segundo a Petrobras, o gás encontrado será submetido a uma avaliação detalhada por meio de perfis de poço e análises laboratoriais. A empresa afirmou que a descoberta reforça o potencial de gás no offshore colombiano e pode contribuir para a segurança energética da região.
Perfuração ocorreu entre junho e julho
A perfuração do Sandia-1 começou em 12 de junho e atingiu a profundidade final na última quarta-feira (29). O poço está situado a 18 quilômetros do Sirius-1 e a 9 quilômetros do Copoazu-1, dois pontos próximos que também registraram a presença de reservatórios considerados promissores.
A Petrobras ainda não divulgou o volume recuperável de gás associado à nova descoberta. A caracterização dos reservatórios depende dos resultados dos estudos realizados a partir dos perfis obtidos durante a perfuração e das análises em laboratório.
Em comunicado, a companhia informou que a atuação na costa colombiana está alinhada à estratégia de longo prazo de recomposição das reservas de petróleo e gás. O plano inclui a exploração de novas fronteiras e o trabalho em parceria com outras empresas, com o objetivo de contribuir para o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética.
Petrobras opera bloco em parceria com a Ecopetrol
A exploração e a produção de petróleo e gás na Colômbia são realizadas pela Petrobras por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V, Sucursal Colômbia, conhecida como PIB-COL.
Na Bacia de Guajira, a operação é conduzida em consórcio com a estatal colombiana Ecopetrol. A empresa colombiana detém 55,56% de participação, enquanto a Petrobras possui 44,44%. Apesar de ter participação minoritária, a companhia brasileira é a operadora das atividades de exploração no bloco.
De acordo com a Petrobras, os volumes identificados no offshore colombiano deverão contribuir para a segurança energética da região. Em dezembro de 2024, a estatal brasileira havia informado a descoberta do maior reservatório de gás natural da história da Colômbia na região, segundo declaração divulgada na ocasião.
Apesar do potencial identificado, a Petrobras afirmou naquele momento que a produção seria destinada ao mercado colombiano, devido à elevada demanda do país por gás. A nova descoberta ainda depende da conclusão dos estudos técnicos para que seu potencial seja caracterizado.
Margem equatorial também é alvo de exploração no Brasil
A Bacia de Guajira pode ser entendida como parte da margem equatorial, conforme afirmou a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em 5 de dezembro de 2024. A área colombiana integra uma faixa marítima de interesse para atividades de exploração de petróleo e gás.
No Brasil, a Petrobras obteve em outubro do ano passado uma licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, para explorar petróleo na margem equatorial. A região é considerada de grande potencial e vem sendo chamada de “novo pré-sal”.
A exploração, no entanto, é acompanhada por preocupações de ambientalistas sobre possíveis impactos no meio ambiente. A discussão envolve especialmente a abertura de novas fronteiras de exploração em áreas marítimas de grande relevância ambiental.
Além de atuar no Brasil e na Colômbia, a Petrobras mantém operações de produção de petróleo em outros países. Na África, a estatal está presente na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. Nas Américas, também atua na Bolívia, na Argentina e nos Estados Unidos.










