Beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social, o NIS, terminado em 8 recebem nesta quarta-feira (29) a parcela referente a julho. O valor médio do benefício neste mês é de R$ 679,19, segundo informações da Caixa Econômica Federal.
O pagamento segue o calendário tradicional do programa, que distribui os recursos nos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o final do NIS. O valor mínimo pago às famílias é de R$ 600, mas a quantia pode aumentar de acordo com a composição familiar e os adicionais previstos.
Os beneficiários podem consultar a data de pagamento, o valor disponível e a composição da parcela pelo aplicativo Caixa Tem, usado para movimentar e acompanhar as contas poupança digitais da Caixa.
Pagamento antecipado para 175 municípios
Em julho, moradores de 175 municípios receberam o crédito no último dia 20, independentemente do número final do NIS. A antecipação foi destinada a localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública.
O pagamento unificado alcançou três municípios do Amazonas, 31 da Paraíba, oito do Paraná, 120 do Rio Grande do Norte, seis de Roraima e sete de Sergipe. A relação das cidades incluídas nessa modalidade está disponível na lista de municípios com pagamento unificado.
Adicionais elevam o valor pago às famílias
Além do benefício mínimo de R$ 600, o Bolsa Família prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses. O objetivo é contribuir para a alimentação da criança durante esse período.
Também é pago um acréscimo de R$ 50 às famílias que tenham gestantes ou filhos de 7 a 18 anos. Para famílias com crianças de até 6 anos, o adicional é de R$ 150.
Com esses complementos, o valor recebido por cada família depende das pessoas que atendem aos critérios do programa. Por isso, a composição da parcela pode variar entre os beneficiários.
Regra de proteção mantém parte do benefício
O programa também contempla famílias incluídas na chamada regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, a regra permite que grupos familiares cujos integrantes consigam emprego e aumentem a renda continuem recebendo 50% do benefício por um período determinado.
Para permanecer nessa condição, cada integrante da família deve receber o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo máximo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois anos para um ano.
A mudança, no entanto, não alcança quem entrou na regra até maio de 2025. Essas famílias continuam recebendo metade do benefício por dois anos, conforme as informações divulgadas sobre o programa.
Beneficiários não têm desconto do Seguro Defeso
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A alteração foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família.
O Seguro Defeso é pago a pessoas que vivem exclusivamente da pesca artesanal e ficam impedidas de exercer a atividade durante o período de reprodução dos peixes, conhecido como piracema. A mudança retirou o desconto desse benefício dos pagamentos do Bolsa Família.










